Homenagem Criminosa??

1 03 2010

No dia 10 de fevereiro, ocorreu o prêmio de cultura do Estado do Rio de Janeiro que homenageou entre outros o funk carioca. Sérgio Cabral pai achou um absurdo, pois considera o funk algo americano.

Leia abaixo o texto de Mc Leonardo rebatendo as críticas de Sérgio Cabral. Leonardo é presidente da APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), cuja trajetória é narrada na reportagem de capa da nossa sexta edição (para baixá-la, clique AQUI). O Mc também foi nossa entrevista Inclusiva da terceira edição (para fazer o download, clique AQUI)

HOMENAGEM CRIMINOSA??

Mc Leonardo na entrevista Inclusiva da revista Vírus Planetário (setembro de 2008)

No dia 10 de fevereiro último aconteceu, no Teatro João Caetano, o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

O prêmio foi dedicado a Augusto Boal e homenageou Fernanda Montenegro, Heitor Vila Lobos e, acreditem se quiser, o Funk Carioca.

Corajosamente, a Secretária de Cultura, Adriana Rattes, e a Presidente do Conselho Estadual de Cultural, Ana Arruda Callado, reconheceram as vitórias recentes que o Funk Carioca conquistou na política, tendo sido reconhecido por lei como movimento cultural e resolveram homenageá-lo.

Como era de se esperar, muita gente criticou, dizendo ser um absurdo o Funk Carioca ser homenageado em meio a pessoas de tanta importância para a cultura brasileira e blá, blá, blá…

Mc Junior, Mc Buchecha e Mc Sapão se apresentando no prêmio de cultura, no palco do teatro João Caetano

Mas foi do pai do governador do Rio que saiu a mais polêmica crítica: “Homenagear o Funk como cultura carioca é um crime com o Rio de Janeiro, pois o Funk é Americano”.

Pergunto ao Sergio Cabral (pai): Seria o Funk Americano, mesmo? Ou ele seria parte do que a diáspora Africana espalhou pelo mundo? Como é o caso de vários segmentos musicais, inclusive o samba tanto pesquisado pelo senhor.

O que se produz de Funk no Rio de Janeiro é chamado mundo a fora de “Música eletrônica Brasileira”; as melodias dos Raps e do Funk Carioca não têm influência alguma de Marvin Gaye ou James Brown.

Somos melodicamente muito mais influenciados pelo Samba, Cirandas de Roda, Macumba, Roda de Capoeira, Coco de Embolada e tantas outras influências musicais que estão mais próximas do que a nossa gente ouviu dentro das favelas do que qualquer coisa que venha de fora.

Temos que lembrar que a Bossa Nova foi criticada por alguns por fazer um “som gringo” e dizer ser Brasileira.

Que a Jovem Guarda nasceu do Rock que se fazia lá fora.

Que o Tropicalismo sofreu por conta de ser tão novo pros ouvidos brasileiros e ter conseguido um reconhecimento significativo na nossa música quase 15 anos após ter sido extinto.

Que o Forró surgiu de uma festa Européia.

E o Samba nem é preciso lembrar aqui, pois foi o que mais sofreu pra se desenvolver dentro do quadro de música popular Brasileira.

Sérgio Cabral pai

A Marchinha de carnaval, que é pra muitos a raiz mais importante na música popular do Rio de Janeiro e também foi pesquisada minuciosamente pelo Senhor Sergio Cabral, é na verdade o resultado da metamorfose de uma Marcha Portuguesa, e nem por isso nós vamos desnacionalizar a nossa Marchinha.

Tenho visto tanta gente falar com pré-conceito a respeito do Funk, que nem respondo mais, mas sei que não é o caso do jornalista e escritor Sergio Cabral, que conhece o Rio como poucos e que deu uma importante contribuição pra união cultural dessa cidade.

O que há é uma desinformação por parte dele, e estarei sempre à disposição pra informar e debater sobre o assunto.

“Viva o Funk Carioca, viva a cultura em geral, viva Heitor, viva Fernanda e viva Augusto Boal!”

“TAMUJUNTO” e misturado!

(*) Mc Leonardo é cantor e compositor. Atualmente preside da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).





Cartilha de Direitos Autorais para MC’s: LIBERTA O PANCADÃO – O MANUAL DE DEFESA DO ARTISTA DO FUNK

8 01 2010

No final de 2009, participamos em conjunto com a Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFunk) e o movimento Direito para quem? (DPQ?) da elaboração da cartilha “Liberta o Pancadão”. O documento será utilizado pela APAFunk para a conscientização de MCs no que diz respeito aos seus direitos, além de se posicionar firmemente contra o preconceito existente em relação a esse gênero musical.

Clicando na imagem abaixo, você pode conferir a cartilha:





Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC

16 12 2009

Dia 19/12/2009 – lançamento da cartilha de direitos autorais do MC

Vai ter festa!!! É o nascimento de mais um fruto da parceria entre Movimento Direito Para Quem, Revista Virus Planetário e Associação dos Profissionais e Amigos do Funk!



A Cartilha “Liberta o Pancadão – O Manual de Direitos do MC”, que conscientiza o trabalhador do funk quanto a seus Direitos Autorais, vai ser lançada no sábado, dia 19/12/2009, a partir das 12h, em uma festa da APAFunk. O local para um evento de defesa de direitos não poderia ser mais apropriado: o Centro de Cultura Popular Mariana Criola, na brava ocupação Manoel Congo, no centro da cidade (endereço abaixo).

Esperamos todos lá! A entrada é franca e haverá comes e bebes a preços populares!





Festa Funk de Raiz no dia da consciência negra

19 11 2009

No dia da consciência negra, esta sexta-feira, dia 20 de novembro, ocorre a primeira edição da festa funk de raiz! Não fique de fora! * Organizada pela APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), movimento que vem lutando pelos direitos dos funkeiros, a festa arrecadará verbas para financiar a cartilha da APAFunk de conscientização dos direitos dos trabalhadores do funk.

Compra de Ingressos na hora (possibilidade de esgotar) ou antecipado através de contato pelo e-mail:
festafunkderaiz@gmail.com
R$20,00 – inteira
R$10,00 – estudantes

Siga o twitter : http://www.twitter.com/festafunkderaiz e concorra a promoções.





1º Festival Cultural Fala Favela

17 11 2009

Por Caio Amorim e Mariana Gomes

Fala pessoal!

Nesta quinta-feira agora (dia 19/11), vai rolar o 1º Festival Fala Favela a partir de 9h da manhã na UFF, campus Gragoatá (bloco O). O evento vai rolar até de noite, por volta de 1h da manhã. Imperdível!

As artes do Festival foram feitas por nós dois. Essa arte deu muito orgulho de fazer, apesar do trabalho, sabemos que estamos contribuindo  para a construção de um outro modelo de sociedade mais justa e igualitária.

Fala Favela! Pra sempre favela! Por um mundo em que as ladeiras entre as pessoas sejam apenas físicas e não metafóricas!

Abaixo seguem as informações e cartaz:

O Curso de Formação de Agentes Culturais Populares, que está sendo desenvolvido na UFF/Niterói, formará no mês de Novembro sua primeira turma.

O Projeto estimula a formação e consolidação de redes que articulem as iniciativas culturais desenvolvidas nas favelas, com a intenção de criar condições para a produção e fruição de bens culturais em espaços populares, com base numa lógica inclusiva, respeitando a diversidade e pluralidade da cultura popular.

O objetivo é qualificar/capacitar 30 agentes culturais através do curso de formação, que combina momentos de estudo de teorias e troca de experiências práticas, com a perspectiva de contribuir na construção de alternativas de geração de emprego e renda para os moradores dos espaços populares;

Nesta etapa final os alunos irão realizar com os educandos do curso o festival “Fala Favela” na UFF para fomentar e divulgar as produções culturais das favelas, através de concursos, mostras, palestras, exposições, etc….

Contamos com a presença de todos!

Data: 19/11

Hora: à partir das 9:00 hs (manhã)

Local: UFF/Niterói – Campus Gragoatá bloco O (Praça São Domingos)

Entrada Franca

Maiores Informações: http://culturanauff.blogspot.com/