Mais um muro para esconder pobre na Maré

20 05 2010

Alegando criar “barreiras acústicas” para proteger comunidades do som dos carros, Prefeitura está construindo um muro nas rodovias que cercam o Complexo da Maré

Foto: Renata Souza

“O que você faria com R$ 20 milhões?”. Assim começa um vídeo produzido por jovens moradores do Complexo da Maré. À pergunta, seguem respostas de habitantes das 16 favelas do complexo, defendendo investimento nas mais diversas demandas da região, uma das mais pobres do Rio de Janeiro. Infra-estrutura, restauração ambiental, esporte, educação. São muitas as necessidades do bairro.

No entanto, esses milhões de reais estariam sendo gastos na construção de muros para cercar por todos os lados as comunidades. Chamado na região de “Muro da Vergonha”, ele está sendo levantado desde novembro, em parceria com a Lamsa, empresa que administra a Linha Amarela (rodovia do Rio de Janeiro). A Linha Vermelha também está recebendo as obras. Cerca de 520 mil veículos circulam diariamente pelas vias.

O governo municipal chama os 7,6 quilômetros de muro a ser construídos de “barreiras acústicas”. Módulos de 38 metros de comprimento por três de altura já estão sendo instalados. A Prefeitura afirma que o objetivo principal é proteger as favelas do barulho dos carros. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) chegou a afirmar que era um absurdo “apenas a classe média ter barreiras acústicas”, sem explicar onde elas existem.

Contudo, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, chegou a referir-se ao projeto como política pública de combate à violência e admitiu ter pedido ao prefeito a implantação do muro na Linha Vermelha. No vídeo – produzido pelo engajado bloco carnavalesco Se Benze Que Dá –, chama a atenção o momento em que um morador cai na gargalhada ao saber que o muro é denominado de barreira acústica.

No dia 8, os moradores da Maré fizeram um ato de repúdio à construção do muro. Organizado pelo Se Benze Que Dá, reuniu cerca de 400 pessoas na praça principal da favela Nova Holanda. Após um show dos músicos da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e da exibição do vídeo, os moradores discursaram. “A favela tem que ser vista como parte da cidade. Não tem porque segregar”, disse Gizele Martins, editora do principal jornal mareense, O Cidadão. Renata Souza, do mesmo jornal, pregou a união dos meios de comunicação do Complexo no enfrentamento do problema.

Os moradores alegam não terem sido ouvidos para a instalação do muro. Teriam recebido a notícia pela imprensa. Entretanto, recentemente, a prefeitura e a Lamsa chegaram a conversar com algumas associações de moradores do complexo de favelas. “A Lamsa trouxe outro discurso às comunidades. Em troca da construção do muro, prometeram investir em atividades culturais na Maré por dez anos. Quem quiser pode inscrever projeto que ganha dinheiro. Então, dizem que a população apoia, mas na verdade a população foi comprada”, denuncia Jandra Nobre, fundadora do Se Benze Que Dá. Existem mais de cem ONGs em atividade na Maré.

CLIQUE AQUI e leia a matéria completa no site do Brasil de Fato.






As muitas faces de uma cidade

24 04 2010

texto por Adriana Facina (antropóloga, professora de História na UFF e coordenadora do Observatório da Indústria Cultural – Oicult)  / Fotos por Ratão Diniz

Quando vi o documentário “As Muitas Faces de Uma Cidade”, de Danilo Georges e Mano Zeu, pela primeira vez na semana passada, na cópia que eles me enviaram pelo correio, eu estava sem luz em casa, ilhada, mas ainda sem saber exatamente o que havia acontecido em minha cidade, Niterói. A bateria do computador acabou antes do fim do filme e tive de esperar até o dia seguinte para terminar de assisti-lo. Quando a luz voltou, enquanto eu ouvia as notícias sobre os mortos e desabrigados na televisão, via na tela do computador o trecho em que eram mostradas as enchentes e as pessoas que perdiam tudo nas periferias de Foz do Iguaçu. As mesmas histórias em cenários diferentes. Um desespero me invadiu a princípio, um sentimento de revolta impotente, uma raiva.

Assista ao trailer do documentário:

grafite na Rocinha retratando a história da favela. Foto por Ratão Diniz

Mas, após desespero, me veio uma ponta de esperança de que essas semelhanças possam ser a raiz para a construção de um novo mundo a ser erguido pelos oprimidos, pelos pobres, pretos, favelados, com sua força de sempre resistir e reconstruir, sua cultura, sua fé na vida. Aliás, se tem uma coisa que é tipicamente favelada é a fé na vida, que vem daquela certeza que se adquire quando se sobrevive a um sofrimento muito grande: eu sobrevivo, “já passei por quase tudo nessa vida”, como diria Zeca Pagodinho e, por isso, não tenho medo de “deixar a vida me levar”.

Crianças brincam de plantar bananeira. Foto por Ratão Diniz

No Rio, a reação imediata das autoridades públicas foi culpabilizar os pobres. Usando a desgraça alheia para impor a agenda das remoções almejadas pela especulação imobiliária, o prefeito Eduardo Paes lançou decreto permitindo o uso de força policial para remover moradores de áreas de risco, o que abrange quase toda a cidade. Anunciou ainda a remoção imediata de uma das favelas mais tradicionais da cidade, o Morro dos Prazeres, localizado em região de grande valor imobiliário, e de mais uma dezena de outras a curto prazo. O governador Sérgio Cabral, o mesmo que acusou as mães da favela da Rocinha de serem fábricas de marginais, disse que as pessoas tem de se convencer a não construir moradias nas encostas e ainda culpou aqueles que foram contra os muros que ele mandou erguer para cercar as favelas e impedir sua expansão.

mutirão de Grafite realizado na favela da Divisa, dia 20 de novembro. Costa Barros, Rio de Janeiro, RJ. Alguém se arrisca a dizer que a arte da favela grafite não é arte?. Foto por Ratão Diniz

Na minha cidade, onde até o momento foram encontrados mais de 150 corpos e há milhares de desabrigados, o prefeito e seu secretário de obras, fiéis escudeiros de uma especulação imobiliária irrefreada que há anos vem depredando a cidade, também apontaram seus dedos em direção daqueles que morreram ou perderam tudo: suas casas, seus documentos, seus entes queridos, sua história.

criança no morro do alemão. Foto por Ratão DinizTalvez o impacto dessa reação daqueles que deveriam ser os primeiros a demonstrarem sua solidariedade às vítimas seja tão profundo e de longo prazo quanto as mortes e toda a devastação que suas sucessivas administrações causaram. Isso porque suas declarações explicitaram e legitimaram algo que vinha se impondo na surdina e sem alarde e, agora, com a máscara de um cinismo que há muito não se via: a imposição de um modelo de cidade que não considera a favela como território cidadão. Mal a ser extirpado ou empurrado para fora do mapa das áreas interessantes para a especulação imobiliária, a favela volta a ser alvo das antigas políticas de remoção que desconsideram algo que o documentário afirma, bem como a cultura que brota desses territórios: Favela é cidade!

Como diz a música do Rappa, o Rio de Janeiro todo é uma favela. Podemos dizer que o Brasil todo é uma favela e, em breve tempo, na visão de Mike Davis, autor do livro Planeta Favela, a maior parte da população mundial será formada por favelados.

Além de um crime contra os direitos humanos, um absurdo constitucional, um abuso de poder político e econômico, a remoção é também um atentado cultural. Como o documentário prova, as favelas e perferias são, e não é de hoje, os locais de onde surgem manifestações culturais potentes e que traduzem na forma de arte experiências coletivas de vida, de resistência, de formas de organização social, de valores como a solidariedade (que se expressa, por ex., nos mutirões. Agora mesmo na tragédia, os bombeiros reconhecem que a atuação dos moradores na remoção das vítimas dos deslizamentos de terra foi fundamental). Da favela nasce o samba, o hip hop, o funk, o grafite, o reggae, o break. Na favela se abrigou o jongo, bem como todos os batuques negros perseguidos secularmente e que assim chegaram ao século XXI. As favelas pulsam, fervilham, cheias de vida gerada por aqueles que vivem todo o tempo sob ameaça: seja da polícia, do descaso dos governantes, de políticas públicas que vêm essas áreas como laboratórios para o urbanismo, para a segurança pública etc. Favela é cultura!

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA. CLIQUE AQUI





E os muros são erguidos nas favelas!!!

5 04 2010

Seguindo a política de exclusão e segregragação dos pobres no estado do Rio de Janeiro, o governo constrói muros ao longo da linha vermelha. Sob o argumento de isolamento acústico dos barulhos dos carros, as barreiras servem para tornar “invisível”  a pobreza no Rio de Janeiro principalmente ao turista que chega do aeroporto Galeão e vai para o centro. Leia o relato da jornalista Gizele Martins, moradora da Maré, editora do jornal local O Cidadão e colaboradora da revista Vírus Planetário:

Texto e foto por Gizele Martins

Gente, vocês estão sabendo do novo Muro?
Não!?
Vou dizer para vocês o que ele significa:
Prestem atenção: não são quaisquer murinhos não!!! Sabe por qual motivo!?
É porque segundo os nossos governantes, nós moradores de favela somos tão violentos, tão sujos, tão fedidos que merecemos um muro de concreto e aço…é isso mesmo, concreto e aço!
A nossa sensação atrás dos muros é a de perigo constante, somos perigosos, somos violentos, e por isso é preciso que tirem de mim a educação pública, a segurança pública de qualidade, a saúde, a moradia e mesmo sem isso tudo…e já que ainda resistimos, insistimos em viver, querem nos murar, nos esconder, nos abafar!!!
É isso mesmo, os representantes governamentais da nossa cidade maravilhosa querem e já estão murando as favelas localizadas nas principais vias expressas da cidade. Quer saber mais sobre este tal muro de alto proteção dos humanos que, coitados, são obrigados a passar pelas beiradas dessas favelas!?
Olhe a reportagem que saiu no RJ TV do dia 06/03/10…Clique aqui para ler




Homenagem Criminosa??

1 03 2010

No dia 10 de fevereiro, ocorreu o prêmio de cultura do Estado do Rio de Janeiro que homenageou entre outros o funk carioca. Sérgio Cabral pai achou um absurdo, pois considera o funk algo americano.

Leia abaixo o texto de Mc Leonardo rebatendo as críticas de Sérgio Cabral. Leonardo é presidente da APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk), cuja trajetória é narrada na reportagem de capa da nossa sexta edição (para baixá-la, clique AQUI). O Mc também foi nossa entrevista Inclusiva da terceira edição (para fazer o download, clique AQUI)

HOMENAGEM CRIMINOSA??

Mc Leonardo na entrevista Inclusiva da revista Vírus Planetário (setembro de 2008)

No dia 10 de fevereiro último aconteceu, no Teatro João Caetano, o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

O prêmio foi dedicado a Augusto Boal e homenageou Fernanda Montenegro, Heitor Vila Lobos e, acreditem se quiser, o Funk Carioca.

Corajosamente, a Secretária de Cultura, Adriana Rattes, e a Presidente do Conselho Estadual de Cultural, Ana Arruda Callado, reconheceram as vitórias recentes que o Funk Carioca conquistou na política, tendo sido reconhecido por lei como movimento cultural e resolveram homenageá-lo.

Como era de se esperar, muita gente criticou, dizendo ser um absurdo o Funk Carioca ser homenageado em meio a pessoas de tanta importância para a cultura brasileira e blá, blá, blá…

Mc Junior, Mc Buchecha e Mc Sapão se apresentando no prêmio de cultura, no palco do teatro João Caetano

Mas foi do pai do governador do Rio que saiu a mais polêmica crítica: “Homenagear o Funk como cultura carioca é um crime com o Rio de Janeiro, pois o Funk é Americano”.

Pergunto ao Sergio Cabral (pai): Seria o Funk Americano, mesmo? Ou ele seria parte do que a diáspora Africana espalhou pelo mundo? Como é o caso de vários segmentos musicais, inclusive o samba tanto pesquisado pelo senhor.

O que se produz de Funk no Rio de Janeiro é chamado mundo a fora de “Música eletrônica Brasileira”; as melodias dos Raps e do Funk Carioca não têm influência alguma de Marvin Gaye ou James Brown.

Somos melodicamente muito mais influenciados pelo Samba, Cirandas de Roda, Macumba, Roda de Capoeira, Coco de Embolada e tantas outras influências musicais que estão mais próximas do que a nossa gente ouviu dentro das favelas do que qualquer coisa que venha de fora.

Temos que lembrar que a Bossa Nova foi criticada por alguns por fazer um “som gringo” e dizer ser Brasileira.

Que a Jovem Guarda nasceu do Rock que se fazia lá fora.

Que o Tropicalismo sofreu por conta de ser tão novo pros ouvidos brasileiros e ter conseguido um reconhecimento significativo na nossa música quase 15 anos após ter sido extinto.

Que o Forró surgiu de uma festa Européia.

E o Samba nem é preciso lembrar aqui, pois foi o que mais sofreu pra se desenvolver dentro do quadro de música popular Brasileira.

Sérgio Cabral pai

A Marchinha de carnaval, que é pra muitos a raiz mais importante na música popular do Rio de Janeiro e também foi pesquisada minuciosamente pelo Senhor Sergio Cabral, é na verdade o resultado da metamorfose de uma Marcha Portuguesa, e nem por isso nós vamos desnacionalizar a nossa Marchinha.

Tenho visto tanta gente falar com pré-conceito a respeito do Funk, que nem respondo mais, mas sei que não é o caso do jornalista e escritor Sergio Cabral, que conhece o Rio como poucos e que deu uma importante contribuição pra união cultural dessa cidade.

O que há é uma desinformação por parte dele, e estarei sempre à disposição pra informar e debater sobre o assunto.

“Viva o Funk Carioca, viva a cultura em geral, viva Heitor, viva Fernanda e viva Augusto Boal!”

“TAMUJUNTO” e misturado!

(*) Mc Leonardo é cantor e compositor. Atualmente preside da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk).





Manifestantes se reúnem em frente à Prefeitura do Rio contra ameaça de remoções

11 02 2010

Por Sheila Jacob, para o Núcleo Piratininga de Comunicação

Nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, cerca de 200 pessoas se reuniram em frente à Prefeitura do Rio para manifestar sua posição contrária à remoção de 119 favelas. A relação das comunidades foi divulgada em uma matéria do jornal O Globo no início do ano. Após o anúncio, moradores e lideranças de comunidades formaram o Movimento Olimpíadas Não Justifica Remoção, para garantir seu direito à moradia e condições dignas de vida.

Vera Lúcia Araújo, moradora da Vila Autódromo, foi uma das que estiveram presentes para mostrar sua indignação com o anúncio da saída. “Eu moro naquela área há mais de quarenta anos. Foi lá que eu fui construindo aos poucos a minha casa, todo rendimento que eu tinha eu investia nela. Nunca ia imaginar que ia acontecer uma catástrofe dessas, de quererem tirar a gente”.

Outro manifestante foi Antonio Alonso, do Alto Camorim – uma das comunidades ameaçadas. A justificativa, neste caso, é ambiental, já que a comunidade está no entorno do Parque Estadual da Pedra Branca. Segundo ele, próximo à comunidade, na mesma área, existem condomínios de mansões que ficarão intactos, mostrando diferenças de atitudes de acordo com a classe social. “Essas casas enormes teriam que ser proibidas pelo mesmo motivo nosso, mas elas não estão ameaçadas. Nossa comunidade é muito antiga, e todos querem ficar”.

Presidente da AMVA, Altair Guimarães

Segundo Altair Guimarães, presidente da Associação de Moradores da Vila Autódromo (AMVA), a realização dos Jogos Olímpicos é apenas um pretexto para retirar a comunidade, que fica na Barra da Tijuca, região nobre na zona oeste do Rio, e já foi ameaçada de sair outras vezes. “Sabemos que existe o problema da especulação imobiliária naquela região de muitas posses, e que muitos consideram que a nossa favela polui visualmente o bairro. Nós também somos humanos e queremos condições dignas de vida, ao invés de sair de lá”.
Maria de Lourdes, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, resumiu as principais reivindicações: “Os moradores aqui presentes não querem discutir remoção, mas sim fazer valer seu direito à permanência. Já em casos de risco, após ser apresentado o laudo técnico aos moradores, a comunidade deve ser reassentada para área próxima, de convívio social daquelas famílias. Tudo isso deve ser feito em diálogo com todo mundo, claro”.

Após as manifestações, Prefeito do Rio, Eduardo Paes recebe lideranças de comunidades

O prefeito Eduardo Paes (PMDB/RJ) recebeu na quarta-feira, por volta das 14h, uma comissão com 16 representantes de comunidades, dentre elas Vila Autódromo, Arroio Pavuna, Camorim, Canal do Anil, Taboinhas de Vargem Grande, Horto, Pau da Fome, Pontal Recreio dos Bandeirantes, além de Maria Lourdes, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, e Rossino Diniz, presidente da Federação das Associações de Moradores de Favelas do Rio (FAFERJ).

Após ouvir os anseios dos presentes, ao final do encontro foi marcada uma reunião para tratar da situação especial da Vila Autódromo, pois o motivo para o reassentamento das famílias é a realização dos Jogos Olímpicos em 2016. Para aquela área está prevista a construção do Centro de Mídia e do Centro Olímpico de Treinamento. Os moradores, entretanto, não querem sair de suas casas, o que já vêm afirmando desde novembro do ano passado em assembleias realizadas na comunidade. A reunião para tratar desse caso específico será no dia 3 de março, às 8h, na própria Prefeitura, e foi confirmada pelo prefeito e pelo presidente da AMVA, Altair Guimarães.

No início do ano, um grupo de moradores da Vila Autódromo, acompanhados da Defensoria Pública, já haviam solicitado a permanência de suas casas, em uma reunião com o Secretário de Habitação do Município, Jorge Bittar (PT/RJ). “Nós já temos o título de posse. O que queremos é continuar onde estamos, mesmo com as Olimpíadas ali. Vai ser muito melhor para a gestão do prefeito ‘ajeitar’ o local em que moramos, oferecendo boas condições para a gente”, afirmou Guimarães.

Em relação às outras comunidades, o prefeito garantiu que nenhuma medida será tomada sem diálogo e acordo prévio com os moradores. Os representantes na reunião cobraram a regularização fundiária, além de melhorias. Paes disse estar em seus planos um projeto de urbanização de todas as cerca de 500 favelas do Rio, o que vem chamando de “Programa de Urbanização Acelerada”. Para isso, seria necessário um investimento de cerca de R$ 5 bilhões. Falta conseguir o apoio do Governo Federal e outros fundos de investimento.