Petroleiro cumpre primeiras 24h de greve de fome

15 09 2010
Fotos: Samuel Tosta
Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, completou hoje (15/09) 24h em greve de fome. O protesto é contra a “discriminação” dos aposentados no Acordo Coletivo apresentada pela Petrobrás.
Está prevista uma nova mesa de negociação com a empresa para amanhã. Proibido de entrar no prédio onde trabalha desde 1975, Cancella passou a noite no carro do sindicato, na porta do Edifício sede da Petrobrás, no Centro do Rio. Ele permanecerá em greve por tempo indeterminado, até que seja apresentada uma proposta satisfatória para a categoria.

O ato extremo é radicalização do protesto “Corrente da Justiça”, que se estende há 38 dias com manifestantes revezando acorrentamento na porta do Edise. O Sindipetro-RJ tem denunciado o que chama de “fraude” no salário dos aposentados.

Nos últimos 15 anos, os ACT têm privilegiado o aumento por níveis ou abonos, mecanismos que não repercutem em aposentadorias e pensões. Esse acúmulo, em alguns casos, gera perdas de 50%. Pelo Plano Petros, os aposentados teriam direito a receber 90% do salário da ativa.

A decisão pela greve de fome foi comunicada ao setor de Recursos Humanos e a presidência da Petrobrás, à presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Sindicato dos Médicos e à Ordem dos Advogados do Brasil.
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Sexta edição online disponível!

5 11 2009

páginas 2“O funk não é modismo, é uma necessidade. É pra calar os gemidos que existem nessa cidade” . MC Bob Rum – Rap do Silva.

Depois de uma longa pausa causada por uma reestruturação, a Vírus Planetário, está de volta! E é em ritmo de funk, gênero tão criminalizado e reprimido pelas elites (logicamente, que se for a versão da Adriana Calcanhoto para a música dos MCs Claudinho e Buchecha, o funk está permitido), que a sexta edição vem com tudo. Na reportagem especial, conheça um pouco mais sobre o funk e a APAFunk (Associação dos Profissionais e Amigos do Funk) que luta pelos direitos dos trabalhadores do Funk (MCs, DJs etc). Esta edição é dedicada ao funk e à APAFunk pelo exemplo que a Associação está dando em relação à organização popular.

páginas 1A entrevista Inclusiva é com Emanuel Cancela, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, que apresenta o outro projeto sobre o controle do petróleo brasileiro (do pré-sal ou não) que é ocultado, estrategicamente, pela imprensa grande. Emanuel convoca para que todos, independentemente de religião, classe social, convicção partidária participem da campanha “O petróleo tem que ser nosso!”, para que as riquezas nacionais fiquem com o povo brasileiro.

Não perca! Tudo isso e muito mais!

Para baixar, clique AQUI

Ou na parte “edições digitais” (onde estão todas as edições para download) disponível em cima e ao lado direito.

A versão impressa está disponível na banca Cardeal Leme da PUC-Rio, na Xerox do Itamar (UFRJ – campus Praia Vermelha) e na Livraria Dialética (Rua da Conceição, 26. Centro Niterói, em frente à estação das barcas).





O petróleo tem que ser nosso – Última fronteira

10 07 2009

O documentário “O petróleo tem que ser nosso – A última fronteira” dirigido por Peter Cordenonsie com promoção do Sindipetro-RJ (Sindicato dos Petroleiros)  e AEPET – RJ (Associação dos Engenheiros da Petrobrás) já tem local e data marcada para estrear – 30 de julho no Cine Odeon.

Confira aqui o trailer do documentário de extrema importância para mobilização da sociedade brasileira em torno da campanha “O petróleo tem que ser nosso!” :





Cresce campanha “O petróleo tem que ser nosso”

24 05 2009

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Fonte: Agência Petroleira de Notícias (APN)

A Rio Branco fechou. Como nos velhos tempos. Com jeito de campanha que veio para ganhar as ruas. Cerca de cinco mil pessoas ocuparam a avenida, no centro do Rio, nesta quinta, 21, caminhando da Candelária até a porta da Petrobras,  em defesa da empresa que continua a ser um símbolo de resistência para a maioria dos brasileiros.

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Por ordem da ANP, militantes são espancados e presos durante manifestação no Rio contra leilão do petróleo

18 12 2008
Fonte: Agência Petroleira de Notícias.
Fotos: Samuel Tosta
Cerca de 50 feridos e três pessoas detidas. Esse é o saldo – até agora computado – deixado pela violenta reação da Polícia  Militar do Rio de Janeiro e da Guarda Municipal, durante uma manifestação pacífica, por volta  de meio dia, nesta quinta, 18, na Avenida Rio Branco, em protesto contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo.
Depois de receberem uma ordem de despejo, ontem à noite (17) para desocupar o Edifício Sede da Petrobrás, no Rio, os manifestantes – cerca de 500 pessoas  –  dirigiram-se para a Candelária, que fica perto da Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela realização dos leilões das áreas petrolíferas. Em seguida, a manifestação prosseguiu pela Avenida Rio Branco, em direção à Cinelândia.
A violenta reação da Polícia Militar e da Guarda Municipal surpreendeu os manifestantes que foram espancados durante toda a caminhada  pela Avenida Rio Branco. Até agora os organizadores da manifestação, convocada pelo Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo  e Gás, que reúne dezenas de entidades, confirmam a detenção de três pessoas: Emanuel Cancella, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ); Gualberto Tinoco (Piteu), da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas): Thaigo Lúcio Costa, estudante de jornalismo da Universidade de Santa Cecília, de Santos.
Dentre os feridos, está hospitalizado, com um corte na cabeça, no Souza Aguiar, o diretor do Sindipetro-RJ Eduardo Henrique Soares da Costa. Um militante do MST quebrou o braço, ao ser espancado pela PM. As entidades que compõem o Fórum ainda estão fazendo o levantamento do número de feridos  e estão tentando localizá-los. Muitos ainda não foram encontrados.
Desde a ordem de despejo, vinda da presidência da Petrobrás, ontem à noite, os manifestantes sentiram a animosidade das forças de repressão, mas não esperavam ação tão agressiva, contra uma simples manifestação de protesto. Um dos detidos, o coordenador do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, declarou:
“Nós acabamos de viver um momento que remonta à sombria época da ditadura militar. O Capitão Moreira me deu ordem de prisão, mesmo eu dizendo que era advogado. Ele bateu muito em mim. Algemou o Pitel e o estudante e os policiais feriram gravemente nosso companheiro Eduardo Henrique”. Emanuel Cancella está com um braço fraturado e costelas. Por de 14 horas estava concluindo o seu depoimento na 1ª DP, na Rua Relação, 42. Logo  seria encaminhado para exame de corpo delito. A partir das 14h30, a Rádio Petroleira transmitirá flashes ao vivo.
Participavam da manifestação no Rio, parte de uma jornada de Lutas pela suspensão do leilão do petróleo, iniciada desde o dia 14 – no dia 15, houve a ocupação do Ministério das Minas e Energia, em Brasília, pela Via Campesina e petroleiros  – representantes de dezenas de entidades que compõem o Fórum, dentre as quais: Sindipetro-RJ, Sindipetro-Litoral Paulista, MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) , MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), FIST (Federação Internacionalista dos Sem Teto), FOE (Frente de Oposição de Esquerda da União Nacional dos Estudantes), as centrais sindicais Conlutas, Intersindical e CUT, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), o Centro Estudantil de Santos, movimentos de estudantes secundaristas do Rio de Janeiro. A campanha “O Petróleo Tem que ser nosso” continua.
Contatos: (21) 76617258, Joba (MST); Marcelo Durão (21) 96847750; (21) 9963-3605, Francisco Soriano (Sindipetro-RJ); Moraes 21-76741786 (FUP).
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